Quero falar o que quero, como quero, sem preocupação em verbo concordar, quero pintar o quero, como quero sem medo em tinta combinar. Quero escrever o que quero, como quero, sem importar com vírgula fora do lugar. Quero fugi de formas e de fôrmas, e sem amarras me expressar, me livrar de certas frescuras, desse moralismo excessivo no ato simples de se comunicar. Quero só que entenda minha razão, onde quero chegar, não quero nada impossível, a não ser livre me interlocutar.Quero alcançar outro mundo e não somente sonhar,me despir desta pobreza mesquinha, a venerada inteligência vulgar.E não me diga se isso ou aquilo deve se falar! Não me diga quando esse ou este deve se usar! Não me diga onde o ponto deve ficar! Não me diga se a rima é pobre se é rica, isso não me faz interessar! Quero ultrapassar os limites da hipocrisia, da ditadura, do controle, mesmo remoto, que querem me domar. Não estou nem aí para a vestidura, quero apenas, ir além da aparência, nada a mais, do que meu pensamento registrar, em atos espontâneos, simples, escrever, pintar, falar. E não me ignores, nem me apontes! Se achares, que não sou culto ao me expressar. Quero e vou viver a liberdade plena!Não é utopia, não estou louca a delirar. Tenho fiança, amparo, proteção, onde me abrigar. Tenho defesa e sustento, pois, a poética me tira as algemas, me faz livre, me dar asas pra voar, por cima da tirania, que contrariada se submete ao irregular.

(Adriana Gonzaga)

sábado, 10 de novembro de 2012

Licença


Licença

                          Não escrevo para fugir da existência,
E sim, para me renovar,
Escrevendo não entro em amnésia,
E encontro meu lugar.

Não escrevo para passar o tempo,
E sim, para me presentear,
Pois, Passado me torno a cada momento,
Porque todo instante aspira a se distanciar.

Não escrevo por que tenho algo,
Relevante a falar,
E sim porque não me ouvem quando falo,
E minha alma necessita se expressar.

Não escrevo porque sou exibicionista,
Querendo aparecer e atenção chamar,
E sim porque tenho devaneio de artista,
E a arte de escrever me leva a serenar.

Escrevo com efervescência,
Sem saber o que registrar,
Mas aos intelectuais peço licença,
Para a palavra poder usar.

Escrevo porque não resisto ao encanto da poesia,
Se não aprecia, peço para desculpar,
A humilde ousadia.
È uma força involuntária não adianta me culpar.


                                                           (Adriana Gonzaga)

video
                                                       Click e ouça o poema declamado!

Um comentário:

  1. Olá Adriana! Vim agradecer o carinho da sua visita e elogios que deixou. Adorei tua visita e estou amando teu blog. Minha querida , você não é metida a poeta, você é poeta. Parabéns lindas postagens, vá em frente você tem tudo pra ser uma bloguira de muito sucesso como já é em pessoa. Convido você a seguir meu blog, já estou ficando no seu e com certez voltarei outras vezes para ler suas poesias. Bjus uma linda noite.

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